A ofensiva das marcas chinesas na Europa segue em ritmo forte - e o Brasil que nos perdoe o foco, mas Portugal também entra nessa rota ao receber a Firefly, a nova subsidiária da NIO.
Não é a primeira vez que a marca aparece no nosso radar: a proposta passa por “atacar” as faixas mais acessíveis do mercado, mirando diretamente os bem-sucedidos Renault 5 E-Tech e Citroën ë-C3.
Para isso, a Firefly estreia (por enquanto) com um único carro, que leva o mesmo nome da marca: Firefly - modelo que já tivemos a oportunidade de dirigir. Ainda assim, um dos principais obstáculos para quem pensa em comprá-lo pode estar justamente no tema da acessibilidade: em Portugal, o compacto elétrico chinês parte de 30 900 euros.
No mercado chinês, o mesmo utilitário é anunciado por cerca de 119 800 renminbi, o que equivale a aproximadamente 14 600 euros ao câmbio atual.
Design jovial do Firefly
O novo Firefly busca se destacar com um visual jovem, divertido e bem urbano. As proporções ajudam nessa proposta, com cerca de quatro metros de comprimento, e também a assinatura luminosa: na dianteira e na traseira, há três círculos de cada lado.
Somam-se a isso as rodas de 18″, os traços mais suaves e a coluna C (traseira) larga e bastante inclinada, combinação que dá ao Firefly uma sensação de dinamismo e, sobretudo, de robustez.
Por dentro, a cabine foi pensada para a rotina e aposta em várias soluções de armazenamento - com destaque para os compartimentos escondidos sob o assento do passageiro da frente e sob o banco traseiro. O porta-malas oferece capacidade entre 404 litros e 1253 litros, e há ainda um frunk (compartimento dianteiro) com mais 92 litros.
Na parte de tecnologia, o Firefly traz duas telas, de 6″ e 13,2″ polegadas, voltadas para o painel de instrumentos e o sistema de infoentretenimento. Em paralelo, há de série iluminação ambiente com 256 cores disponíveis, para deixar a experiência a bordo mais imersiva.
Até 330 km de autonomia
Sob a carroceria, o Firefly utiliza uma bateria de 41,2 kWh, que alimenta um motor elétrico traseiro de 105 kW (143 cv) e 200 Nm de torque. Com consumo médio declarado de 14,5 kWh/100 km, o compacto chinês promete até 330 km de autonomia no ciclo combinado (WLTP).
Na recarga, ele precisa de apenas 29 minutos para ir de 10% a 80%, graças ao suporte a carregamento em corrente contínua (DC) com potência de até 100 kW. Já em corrente alternada (AC), o modelo aceita recargas de até 7 kW.
Além disso, o utilitário pode funcionar como fonte de energia para outros aparelhos por meio do recurso V2L (vehicle-to-load).
Preços do Firefly
O novo Firefly é oferecido em dois níveis de equipamentos - Select e Comfort - e já pode ser encomendado a partir de 30 900 euros. Independentemente da versão, a bateria conta sempre com garantia de oito anos ou 160 mil quilômetros.
Durante o período de lançamento, o modelo aparece por valores um pouco mais baixos, começando em 29 900 euros e 31 490 euros nas versões Select e Comfort, respectivamente.
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