Há 21 anos seguidos, a Volkswagen vem ocupando o topo do mercado europeu - e tudo indica que, em 2026, esse roteiro deve se repetir. Esse desempenho se explica por um conjunto de motivos: desde o portfólio de produtos até a constância de evolução de uma geração para a outra, sem esquecer a presença forte em mercados estratégicos - liderar no próprio país, que também é o maior mercado da Europa, ajuda - e, ainda, a fidelidade do público.
Com a eletrificação, surgiram obstáculos novos. A Volkswagen nem sempre acertou nos movimentos iniciais, e a reação dos mercados também ficou aquém do esperado. Ainda assim, para 2026 a marca alemã se prepara para colocar na rua modelos decisivos nesse campo. A aposta é alta e pode pesar no futuro da fabricante que mais vende no mercado europeu.
Apesar de a nova família de elétricos mais acessíveis concentrar os holofotes neste ano, quem deve carregar a tarefa de manter a casa em ordem em um cenário incerto é um carro a combustão: o Volkswagen T-Roc.
Produzido em Palmela, o SUV vem sendo, nos últimos anos, o Volkswagen mais emplacado da Europa - superando o Golf -, e por isso a segunda geração chega cercada de expectativas. Ela já está à venda, com preços a partir de 33 594 euros.
Nós já o testamos, e o peso do T-Roc dentro da Volkswagen aparece também em outra escolha: ele foi o modelo designado para estrear o primeiro conjunto full-hybrid da marca. Porém, isso só deve acontecer em 2027.
Os elétricos da Volkswagen que não podem falhar
Se o T-Roc cumpre o papel de sustentar volume e previsibilidade para a Volkswagen, os futuros ID. Polo e ID. Cross precisam mostrar, na prática, que a estratégia elétrica da marca é viável. Mais do que ampliar a presença da Volkswagen no universo 100% elétrico, eles têm um foco direto: democratizar o acesso à mobilidade elétrica.
Para o novo ID. Polo, a marca fala em autonomia de até 450 km e valores de partida por volta de 25 mil euros, alinhados aos do Polo a combustão. A apresentação oficial está próxima, mas já tivemos um primeiro contato que deixou boas impressões:
Além do ID. Polo, mais perto do fim do ano a Volkswagen pretende lançar o ID. Cross, a alternativa elétrica ao T-Cross com motor a combustão. Ele também usa a nova plataforma MEB Plus, compartilhada com o ID. Polo, e promete autonomia de até 436 km - embora com preços mais altos. A versão de entrada deve ficar abaixo de 30 mil euros.
Nós também já o dirigimos. Veja as nossas primeiras impressões:
Volkswagen ID.3 e ID.4 passam por mudanças substanciais
Só que 2026 não será feito apenas de novidades inéditas. Modelos como o ID.3 e o ID.4 - os primeiros elétricos de nova geração da Volkswagen - vão receber uma segunda atualização, descrita como mais relevante do que a primeira.
No caso do ID.4, esperado para chegar mais perto do fim de 2026, a intervenção deve ser tão profunda que, segundo Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen, poderia até ser encarada como uma nova geração. Até o nome pode mudar: em vez de ID.4, passaria a se chamar ID. Tiguan, aproveitando a familiaridade e o histórico de sucesso do modelo.
Além de alterações expressivas no design externo, as maiores novidades devem se concentrar justamente nos pontos que mais receberam críticas: tecnologia, qualidade percebida e eficiência - saiba mais detalhes.
Antes disso, será a vez do ID.3 aparecer, com revelação marcada para meados deste mês de abril. A Volkswagen já o adiantou com vários esboços e com a divulgação de uma nova denominação: ID.3 Neo. As especificações finais ainda não foram confirmadas, mas a marca já deu pistas do que está por vir:
O melhor fica para o fim
Como diz o ditado, “o melhor fica para o fim”. Em meio a uma ofensiva claramente guiada pela eletrificação, a Volkswagen ainda encontrou espaço para apresentar um carro que conversa diretamente com o coração dos petrolheads: o Golf R350 (nome ainda a confirmar).
A promessa é entregar a leitura mais extrema do compacto alemão - e a grande surpresa pode estar debaixo do capô. Por enquanto, são apenas rumores, mas tudo aponta para a possibilidade de usar o mesmo motor do Audi RS 3: o emblemático cinco cilindros em linha de 2,5 litros com turbocompressor (EA855), que se despede neste ano.
Não seria a primeira vez que o cinco cilindros da Audi apareceria em um modelo de outra marca do grupo: a CUPRA já lançou a segunda série do Formentor VZ5 com esse motor. Se a informação se confirmar, isso pode resultar no Golf de produção mais potente de todos os tempos.
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