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Índia: Ministério da Defesa concede AoN para comprar 114 Rafale da França

Dois engenheiros analisam projeto de avião militar em hangar com jato de caça ao fundo.

Ao longo de ontem, o Ministério da Defesa da Índia informou que concedeu a Aceitação de Necessidade (AoN) indispensável para avançar com a aquisição de uma frota de 114 novos caças Rafale da França. A intenção é reforçar o efetivo da Força Aérea e elevar a quantidade de esquadrões operacionais disponíveis. Considerada um passo relevante para a instituição, a medida integra um pacote mais amplo de autorizações anunciado por Nova Délhi, que também contempla a compra de novos mísseis e de satélites do tipo AS-HAPS.

AoN e o programa MRFA: o que muda para a Força Aérea da Índia

Ao comentar a decisão, o Ministério da Defesa indiano declarou: “A aquisição de MRFA ampliará a capacidade da Força Aérea Indiana (IAF) de desempenhar funções de domínio aéreo em todo o espectro de conflito e fortalecerá significativamente a capacidade de dissuasão da IAF com ataque ofensivo de longo alcance. A maior parte dos MRFA a serem adquiridos será fabricada na Índia. Os mísseis de combate aumentarão a capacidade de ataque terrestre de longo alcance com alta letalidade e precisão.”

Investimento estimado e cronograma de entrega dos 114 Rafale

Nos detalhes financeiros do programa, espera-se que o governo indiano direcione um montante estimado em cerca de 325 bilhões de rúpias, evidenciando o peso da iniciativa para a Força Aérea e, ao mesmo tempo, a dimensão da oportunidade contratual para a Dassault. Conforme relatos anteriores, esse arranjo permitiria que o serviço recebesse, inicialmente, entre 12 e 18 aeronaves em condição “prontas para voar” (fly-away), com o objetivo de facilitar e acelerar a incorporação da frota. As unidades restantes seriam produzidas pela indústria local sob a política “Feito na Índia”.

Infraestrutura local: manutenção dos motores M88 e suporte à frota

Nos últimos meses, a Dassault também adotou medidas para viabilizar um centro de manutenção dos motores M88 - que equipam o Rafale - em território indiano, mais especificamente na região de Hyderabad. O movimento reforça a intenção de aprofundar laços com Nova Délhi e com parceiros industriais locais. Além do novo lote de 114 aeronaves que a Índia pretende concluir em 2026, essa estrutura poderá sustentar a manutenção dos 36 Rafale já encomendados pela Força Aérea, bem como das 26 unidades adicionais adquiridas para a Marinha.

Por fim, vale considerar que o país asiático busca acelerar a obtenção de novas aeronaves de combate para substituir a frota de MiG-21 recentemente retirada de serviço, ao mesmo tempo em que complementa os caças Su-30MKI, que formam a espinha dorsal da aviação de combate indiana. Além da compra desses novos Rafale, a Índia aguarda a incorporação de até 180 caças LCA Tejas Mk1A produzidos internamente, enquanto avança, em paralelo, no desenvolvimento do seu caça de quinta geração AMCA. Em termos gerais, a Força Aérea Indiana procura se aproximar do patamar de 42 esquadrões operacionais definido em seus requisitos estratégicos, número que hoje está em torno de 29.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos

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