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7 dicas de stylists para deixar qualquer look com cara de caro no dia a dia

Mulher vestindo terno bege ajustando o paletó em quarto claro com vaporizador e acessórios numa cômoda.

1. Dê estrutura a qualquer look

Se a ideia é mudar o resultado na hora, um truque simples costuma resolver: colocar ombreiras em quase qualquer peça. “Quando se trata de transformação instantânea, adicionar ombreiras a praticamente tudo funciona sempre”, diz a stylist de celebridades Deborah Sheridan-Taylor.

Coloque-as por baixo de um tricô, camisa, blazer ou até um casaco, e a silhueta fica imediatamente mais alinhada.

“Você vê o preço percebido multiplicar na sua frente”, ela afirma. Embora os ombros anos 80 tenham dominado as passarelas das semanas de moda, essa estrutura extra também cria uma linha mais firme na região dos ombros, fazendo a cintura e as proporções parecerem mais pensadas - e, por isso, mais premium.

A stylist de moda de luxo Oriona Robb concorda que pequenos ajustes proporcionais fazem toda a diferença. “É sobre parecer que você quis usar assim”, ela diz.

“Um meio ‘tuck’, subir as mangas do jeito certo, colocar um cinto ou trocar o sapato podem, de repente, deixar o look com cara de bem produzido e mais caro.”

2. Ajuste de alfaiataria é inegociável

Muita gente acha que levar uma peça para ajustar é algo só para itens de investimento, mas, na prática, gastar para afunilar um jeans de loja comum pode fazê-lo parecer como se você tivesse pago três vezes mais.

“Transformador, inegociável e absurdamente subestimado” é como Sheridan-Taylor define a alfaiataria.

O comprimento da calça, segundo ela, é crucial. “Até a calça mais luxuosa pode ficar estranha se a barra estiver curta demais. Ou vai bem longa, ou nem vá.”

Ela também recomenda mudanças discretas, como remodelar mangas (o que ela chama de “banana-ing” - transformar o punho em uma barra levemente curvada), ajustar um blazer na cintura ou remover sacos de bolso volumosos de calças para deixar a parte da frente mais limpa.

Robb destaca detalhes parecidos. “Se a calça está embolando ou arrastando, na hora parece errado.”

Em peças de alfaiataria mais acessíveis, braços e pernas muitas vezes vêm mais curtos para economizar tecido, e isso pode fazer a roupa parecer mais barata - como quando a manga fica curta.

Por outro lado, é mais difícil aumentar o comprimento numa reforma, então as stylists sugerem comprar maior e depois pagar para fazer a barra ou encurtar.

Um bom alfaiate consegue fazer uma peça mediana parecer sob medida.

3. Compre maior para um caimento melhor

Isso puxa uma das regras mais repetidas de Sheridan-Taylor: “Compre um tamanho acima.”

“Quando o tecido está sob tensão, toda fraqueza aparece - costuras, forro, pesponto. Isso derruba na hora o valor percebido”, ela explica.

Subir um número (às vezes até dois) permite que o tecido caia, em vez de grudar.

A silhueta fica mais fluida, mais leve e, no fim, com aparência mais cara. Depois, dá para fazer ajustes estratégicos para refinar o encaixe.

Robb diz que, quando as peças não assentam bem por baixo ou ficam apertadas demais, elas barateiam o visual imediatamente.

Então, ignore o número da etiqueta e preste atenção nas linhas do look no corpo. Isso muda de uma loja para outra, por isso experimentar pessoalmente é essencial.

4. Escolha tecidos com inteligência

“O tecido normalmente entrega”, diz Robb.

Peças com peso e textura - como camisa de algodão de verdade, lã 100% e linho - tendem a manter a forma e fotografar bem.

Sheridan-Taylor prefere comprar luxo de segunda mão do que algo novo mediano, priorizando fibras naturais como cashmere, pelo de camelo, lã merino, seda e gabardine.

Tecidos sintéticos, ela explica, podem vestir mal no corpo e raramente melhoram com o uso. “Fibras naturais amaciam e ganham caráter.”

Estampa é outro ponto para observar.

“Estampas de fast fashion muitas vezes são reconhecíveis demais e envelhecem rápido”, ela diz. Cores lisas fortes tendem a parecer mais atemporais e, por consequência, mais caras.

5. Domine uma paleta tonal

Estampa nos leva à cor - que pode aumentar o valor percebido mais do que você imagina.

“Acredito de verdade que ir no tonal - se comprometer com uma cor da cabeça aos pés - é o caminho mais rápido para um acabamento caro”, diz Sheridan-Taylor.

Tonal não significa monocromático. Ou seja: em vez de tudo de uma cor só, vá de off-white com marfim, oliva com musgo, ou marinho com azul cobalto.

Robb concorda que combinações mais enxutas funcionam melhor. “Cremes, marrons, cinzas suaves e marinho em camadas juntos parecem sem esforço e atemporais.”

Isso não quer dizer que você precise evitar cor forte. Sheridan-Taylor sugere combinar tons inesperados, mas mantendo alinhamento com paletas primárias, secundárias e terciárias - como uma saia lápis marrom com camisa azul Oxford e um tricô vermelho-tomate.

Assim, a combinação fica harmoniosa, em vez de caótica.

6. Deixe os acessórios fazerem o trabalho pesado

“Um papel absolutamente integral e totalmente subestimado”, diz Sheridan-Taylor sobre acessórios.

Óculos de sol grandes com inspiração anos 70 ou armações pequenas noventistas elevam qualquer look na hora.

Joias em camadas com metais misturados, brincos mais marcantes ou pingentes longos adicionam riqueza e profundidade.

Broches usados no lugar de botões básicos podem deixar um cardigan clássico mais interessante e mais elevado.

Cintos, explica Robb, são outra ferramenta que dá estrutura e quebra proporções de um jeito favorável.

Uma bolsa vintage de couro com pátina natural, combinada com jeans simples e camiseta branca, ajuda a aproximar o visual entre o acessível e o alto padrão.

7. Evite os pequenos erros

A forma mais rápida de derrubar um look é complicar demais.

“Amassados, sapatos gastos, tendências demais sobrepostas”, diz Robb, são elementos que podem baratear o visual.

“Os looks que parecem mais caros, muitas vezes, são os mais simples.” Investir no básico - como camisetas de algodão de boa qualidade - é fundamental.

Sheridan-Taylor também alerta contra usar fast fashion dos pés à cabeça. Misturar algo vintage - seja uma blusa anos 70 ou uma bolsa anos 80 - cria uma singularidade que a moda rápida não consegue replicar.

No fim, parecer caro não tem a ver com logos ou etiquetas. Tem a ver com proporção, tecido, cor e cuidado.

Como as duas stylists sugerem, quando um look parece único, ele sempre vai ser lido como premium.

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