Na década de 1980, a AMG ainda não integrava a Mercedes-Benz - e nem passava pela cabeça de ninguém que a preparadora acabaria assinando um dos Mercedes-Benz Classe G mais esquisitos e exclusivos já vistos.
O pedido inusitado de Ivan Lendl
A história começou por “culpa” de Ivan Lendl, tenista oito vezes campeão de Grand Slam que, em 1983, decidiu encomendar um Classe G único, feito sob medida para ele.
Em uma visita à Mercedes (que era uma de suas patrocinadoras), Lendl se deparou com um Classe G, mas não aprovou o desenho da dianteira. “Será que não podiam colocar uma frente de sedã normal?”, perguntou.
O Mercedes-Benz Classe G da AMG com frente de Classe S (W 116)
A Mercedes respondeu que não, mas o direcionou à AMG, que já lidava com esse tipo de solicitação… mais especial. A preparadora topou o desafio e, no fim, montou na frente do G a grade e os faróis de um Classe S (W 116).
No visual, o resultado ficou tão inesperado quanto carismático. A carroceria também recebeu pintura em dois tons, além de rodas BBS douradas e bancos Recaro revestidos em couro azul.
Motor Diesel e destino no Petersen Automotive Museum
Sob o capô, porém, a receita estava longe de ser esportiva: o modelo manteve o motor Diesel OM 617 original, de 3,0 litros e apenas 88 cavalos. Para ir de 0 a 100 km/h, precisava de mais de 25 segundos - uma galáxia de distância dos absurdos G 63 que a AMG produz hoje.
Atualmente, essa raridade da história da AMG está em exibição no Petersen Automotive Museum, na mostra “Totally Awesome”, dedicada a ícones automotivos das décadas de 1980 e 1990.
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