O Hyundai Tucson é um dos campeões de vendas do segmento e, na Europa, também é o modelo mais emplacado da marca. Ainda assim, a fabricante sul-coreana parece não seguir a máxima “em time que está ganhando não se mexe”. Pelo contrário: a Hyundai pretende mexer - e bastante - na próxima geração, que voltou a ser flagrada durante testes de desenvolvimento.
A estratégia pode soar mais arriscada - resta ver como o mercado vai reagir -, mas a meta continua a mesma: manter o Tucson como o Hyundai mais vendido e aumentar a pressão sobre o líder da categoria, o Volkswagen Tiguan.
Conhecido internamente pelo código NX5, o futuro Hyundai Tucson deve abandonar as linhas mais dinâmicas e fluidas do modelo atual para adotar um desenho mais reto e parrudo, em linha com o estilo do Santa Fe, que é maior.
Na dianteira, já dá para notar uma assinatura de iluminação com tecnologia de luz por píxeis, um recurso cada vez mais presente na identidade visual da marca. Ao mesmo tempo, os faróis bipartidos seguem no pacote, e o capô aparenta estar mais alto e mais plano, reforçando a sensação de robustez.
Visto de lado, chamam atenção as proteções inferiores mais marcadas, os arcos de roda com traços angulosos e a linha de cintura elevada. Já na traseira, mesmo sem revelar todos os detalhes, tudo indica que o Tucson vai apostar em lanternas verticais, agora mais finas.
Interior também vai mudar muito
O interior ainda não pôde ser observado, mas fontes próximas indicam uma reformulação relevante. Entre as mudanças apontadas, o SUV sul-coreano deve abrir mão do seletor de marchas na console central e transferi-lo para a coluna de direção.
Um dos principais destaques deve ficar por conta do software, com a chegada do novo sistema operacional Pleos Connect, baseado em Android, acessado por meio de uma tela panorâmica.
Ainda assim, é engano imaginar que a Hyundai vai eliminar totalmente os botões e comandos físicos. A marca deve manter uma combinação equilibrada entre controles físicos e digitais - uma solução que vem sendo bem aceita pelos clientes.
Fim do Diesel
Sob o capô, uma das alterações mais importantes da próxima geração do Tucson tende a ser o adeus às motorizações a diesel, que hoje se resumem ao 1.6 CRDi.
A futura gama deve se concentrar apenas em sistemas híbrido leve (mild-hybrid), híbridos e híbridos plug-in, sempre combinados com motores a gasolina.
Ainda não há dados técnicos confirmados, mas a expectativa é de que a versão híbrida incorpore a nova geração do sistema TMED-II, mais eficiente, estreada no grande Palisade vendido nos EUA. Já o híbrido plug-in deve oferecer, pela primeira vez, uma autonomia elétrica acima de 100 km (WLTP), como já acontece no Volkswagen Tiguan.
Quanto ao motor a combustão, a tendência é que seja uma evolução do 1.6 turbo a gasolina que já equipa o Hyundai Tucson atual.
Também circulam rumores de que, em uma etapa posterior, possam aparecer versões com posicionamento mais esportivo, inclusive uma possível variante com assinatura N.
Quando chega?
O lançamento da nova geração do Hyundai Tucson está previsto para o terceiro trimestre de 2026, com chegada ao mercado no fim do ano ou no começo do ano seguinte.
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