Abrigos e associações por todo o Algarve encaram este problema todos os dias. Jenny Clarke, presidente da Association for the Protection of Animals Algarve (APAA), vê a situação de perto. “É um choque ver até onde o ser humano consegue chegar.”
Colónias de gatos ferais no Algarve: SNiP, abandono e o impacto em Alvor
Numa visita recente a Alvor, Jenny foi acompanhada por uma nova voluntária ligada a uma colónia de gatos ferais e constatou, no terreno, o resultado de atitudes tão lamentáveis. “Os gatos multiplicam-se depressa demais. Só conseguimos tentar manter os números sob controlo com o nosso Programa de Castração e Esterilização, o SNiP. Mas basta um ou dois gatos abandonados numa zona para o problema começar todo. Se tivessem sido esterilizados quando eram gatinhos ou ainda jovens, não estaríamos com este problema horrendo.”
Um veterinário local passou à voluntária a impressão de que faria “preços especiais” para as esterilizações. “Não deu certo.” Jenny demonstra frustração. “Um dos gatos parecia estar prenhe, mas na verdade não era; era só gordo! O veterinário também era contra retirar a pontinha da orelha esquerda.” Esse “corte da pontinha” é reconhecido internacionalmente, em colónias de gatos, como marca de identificação. No fim, Jenny recolheu os animais e voltou a colocá-los sob os cuidados dos veterinários de Parchal, que realizaram os procedimentos e fizeram o corte como parte do protocolo habitual.
Uma notícia positiva: o Biscuit, um gato abandonado de 1 ano já incluído no SNiP, foi rapidamente e eficientemente encaminhado para um novo lar.
Resgates da ARA em Loulé: dois Estrella de Aries e a “Cabanita”
Dois Estrella de Aries foram encontrados a vaguear pelas ruas de Loulé. A ARA assumiu o caso e acolheu os dois. João Ferreira, diretor-geral do abrigo “Cabanita” da Animal Rescue Algarve, ficou indignado com o estado em que estavam. Meses - talvez anos - de sujidade, fezes e pelo cheio de nós. “Normalmente associado a áreas pequenas e sujas, com pouca luz e pouco espaço.”
Identificar a tutora foi fácil: ambos tinham microchip. Ao ser confrontada com os cães imundos que pareciam “abandonados”, ela teria afirmado que aquela era a condição natural e normal deles. Por enquanto, continuam na “Cabanita”, a receber os cuidados, o carinho e a atenção que merecem.
Entre as histórias de sucesso do trabalho da ARA - incluindo o 2nd prize, atribuído por 20,000 voluntários “Worldpacker” como o melhor lugar para trabalhar - estão tragédias terríveis que se transformam em casos felizes de animais reabilitados e amorosamente adotados. Uma segunda oportunidade.
A APAA, por sua vez, distribui fundos doados para vários abrigos e associações da comunidade, apoiando onde a necessidade é maior.
Como ajudar a APAA: lojas solidárias, horários e contactos
Visite as lojas solidárias da APAA. Dunas do Alvor: seg–sáb 10h30–14h. Rua Elias Garcia 20, Silves: seg–sex 10h–14h (sáb 13h), Silves. Verdadeiras pechinchas. Livros, presentes. Bijuterias e joias artesanais, enfeites. Chutneys, geleias, marmeladas, conservas e biscoitos caseiros. Peças de vidro, serviços de jantar, talheres. Tudo o que precisa para a sua casa ou para o seu alojamento. Mime-se! Todo o valor arrecadado é destinado ao SNiP e a animais abandonados.
Está a fazer uma limpeza em casa? Ótimo: presentes e roupas em bom estado (mesmo que indesejados) são sempre necessários. Leve, explore e compre!
Contactos e almoços da Jackie: [email protected]
Animais de estimação: [email protected] (indicar para Anita-Legacy)
Vídeo do Legacy: https://youtu.be/hNCdd5X-4XI *
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