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Primeiras impressões do Samsung Galaxy A37 e Galaxy A57

Pessoa segurando dois celulares com foto de tênis na tela, em mesa com laptop e fones de ouvido.

A Samsung acabou de oficializar os Galaxy A37 e Galaxy A57. A proposta é clara: entregar uma experiência próxima da dos tops de linha, mas com um preço mais justo. Tivemos um primeiro contato com os aparelhos e reunimos abaixo as nossas impressões.

As fabricantes adoram destacar seus modelos premium - faz sentido, já que eles concentram o máximo do know-how e geralmente são a porta de entrada das principais inovações. Ainda assim, quem realmente domina em volume de vendas é o intermediário, menos chamativo, porém decisivo para o mercado. E é justamente nesse território que a Samsung segue investindo: a marca sul-coreana apresentou os Galaxy A37 e Galaxy A57 como suas novas apostas.

Com essa dupla, a Samsung tenta aproximar o “clima” de produto premium do público que não quer (ou não pode) pagar o valor de um flagship. Para isso, a empresa aposta em design caprichado e em recursos de uso diário - com bastante foco em IA. Veja o que achamos nesse hands-on.

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Um design de smartphone premium, quase lá

O visual pesa muito: smartphone também é um item de status, e ninguém quer segurar um aparelho com cara de “cheap”. A Samsung parece ter isso em mente ao dar aos dois modelos uma identidade bem alinhada à linha Galaxy S26, especialmente no módulo de câmeras, que aparece como uma “ilha” destacada. Num olhar rápido, dá até para confundir.

Quem mais se beneficia desse cuidado é o Galaxy A57. Ele traz um aro metálico e, principalmente, uma espessura de 6,9 mm - é bem fino. Na mão, passa uma sensação muito agradável, ajudada pelo peso bem distribuído de 179 gramas. Também agradam o acabamento em vidro brilhante e a tela com bordas finas, de pouco mais de 1 mm. Para quem acompanha tecnologia de perto, fica claro que não é um premium de verdade; ainda assim, para o público geral, ele pode facilmente “parecer” um topo de linha. Nesse sentido, a missão da marca foi cumprida.

Já o Galaxy A37 é menos convincente nesse ponto. Aqui, a Samsung precisou cortar custos: a moldura é de plástico e transmite um ar mais simples, e as bordas da tela são bem mais grossas (e, sejamos francos, pouco bonitas). Ele não sustenta a ilusão por muito tempo, embora ainda entregue um nível de acabamento que dá para chamar de correto.

Desempenho e ficha técnica: um conjunto bem competente

Na parte técnica, a Samsung buscou manter um padrão sólido para a faixa de preço. Tanto o Galaxy A37 quanto o Galaxy A57 usam um painel Super AMOLED de 6,7 polegadas, com taxa de atualização de 120 Hz e brilho (pico em HDR) de 1900 nits - o que deve ser mais do que suficiente para uso ao ar livre.

Galaxy A37 Galaxy A57
Dimensões 162,9 x 78,2 x 7,4 mm 161 x 76,8 x 6,9 mm
Peso 196 gramas 179 gramas
Tela Super AMOLED de 6,7
polegadas
120 Hz
2340 x 1080 pixels
1900 nits (pico HDR)
Super AMOLED de 6,7
polegadas
120 Hz
2340 x 1080 pixels
1900 nits (pico HDR)
Processador Exynos 1480 Exynos 1680
RAM 6/8 GB 12 GB
Armazenamento 128/256 GB 128/256 GB
Sistema Android 16/One UI 8.5 Android 16/One UI 8.5
Câmeras traseiras + Câmera grande-angular de 50 megapixels f/1.8
+ Câmera ultra grande-angular de 8 megapixels f/2.2
+ Câmera macro de 5 megapixels
+ Câmera grande-angular de 50 megapixels f/1.8
+ Câmera ultra grande-angular de 13 megapixels f/2.2
+ Câmera macro de 5 megapixels
Câmera frontal 12 megapixels 12 megapixels
Biometria Leitor de digitais sob a tela Leitor de digitais sob a tela
Bateria 5000 mAh, carregamento rápido de
45 W
5000 mAh, carregamento rápido de
45 W
Certificação IP IP 68 IP68
Cores Preto, branco, verde, lavanda Preto, cinza, azul, lavanda

O desempenho fica por conta de dois chips Exynos da própria Samsung: Exynos 1480 no A37 e Exynos 1680 no A57. A marca promete boa performance para ambos. Em autonomia, os dois trazem bateria de 5000 mAh e carregamento rápido de 45 W, com expectativa de aguentar tranquilamente um dia inteiro. Em câmeras, não há grande surpresa: os dois contam com um sensor principal de 50 megapixels. A Samsung afirma ter ajustado alguns pontos - especialmente no HDR - para melhorar o resultado final das fotos. Isso, no entanto, só dá para cravar no teste completo.

IA e recursos do dia a dia: o argumento central da Samsung

Onde a Samsung mais quer ganhar pontos é no uso prático. Assim como nos modelos mais caros, a IA agora entra como parte da experiência nos Galaxy A: há suporte a Gemini ou Bixby, Circle to Search, ferramentas de edição de fotos e também transcrição de voz para texto (via o app Gravador ou o app Telefone). Não é o pacote Galaxy AI, mas pode cumprir bem o papel para quem busca produtividade e recursos úteis.

Por fim, vale registrar que os aparelhos saem com Android 16 e a interface One UI 8.5, além da promessa de seis anos de atualizações do sistema e de segurança. Em outras palavras: pode não trazer as novidades mais recentes dos Galaxy S, mas entrega um conjunto consistente - e, principalmente, durável.

Os melhores dentro do preço?

Os Galaxy A37 e A57 já estão à venda, com os seguintes preços anunciados:

  • Galaxy A37, 128 GB: 449 euros
  • Galaxy A37, 256 GB: 529 euros
  • Galaxy A57, 128 GB: 549 euros
  • Galaxy A57, 256 GB: 599 euros

Nessa faixa, a disputa é intensa. Dá para citar, por exemplo, a Nothing com o bem diferente Phone (4a) Pro, ou a Xiaomi com os Redmi Note 15 Pro e Pro+, todos fortes e, em termos de especificações, bastante parecidos.

O trunfo da Samsung é entregar um pacote “redondo”. Não há grandes rupturas, nem um toque de originalidade marcante, mas o conjunto faz sentido pelo que custa. Ao escolher um Galaxy A, a expectativa é de um aparelho confiável, equilibrado e competente. Isso é o que a teoria diz - precisamos confirmar na prática em nossos testes.

De todo modo, as primeiras impressões foram boas, embora esses Galaxy A versão 2025 não tenham surpreendido em nenhum momento.


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