Novos dados indicam: algumas modalidades esportivas conseguem aliviar de forma marcante a depressão e os transtornos de ansiedade - e, em certos casos, chegam perto dos resultados de terapias tradicionais.
Cada vez mais pessoas lidam com humor rebaixado, inquietação constante e dificuldades para dormir. Enquanto a procura por psicoterapia dispara e as filas se estendem por meses, uma ampla análise de estudos internacionais sugere agora que a prática orientada de atividade física pode ser, em muitos cenários, uma alternativa real de tratamento - e não apenas uma “dica extra” sem grande impacto.
Esporte e saúde mental: uma arma poderosa contra crises emocionais
Há anos, pesquisas mostram que o movimento faz bem ao corpo e à mente. A nova avaliação vai além: pesquisadoras e pesquisadores reuniram e analisaram dezenas de estudos já publicados. Neles, programas de treino estruturados foram comparados com outras intervenções, com placebos ou com a ausência total de tratamento.
Evidência clara: a prática regular de atividade física reduz, de maneira mensurável, sintomas depressivos e ansiosos - em todas as faixas etárias, muitas vezes com força semelhante à de medicamentos ou da psicoterapia.
No total, entraram na análise dados de várias dezenas de milhares de pessoas, com idades aproximadas entre 10 e 90 anos. Foram avaliados programas bastante variados: de exercícios aeróbicos leves a musculação, treinos individuais ou em grupo, intervenções curtas ou mais longas, com intensidades muito diferentes.
Estas três modalidades esportivas se destacam
Os melhores resultados apareceram sobretudo nos chamados esportes de resistência (aeróbicos) - isto é, atividades em que coração e circulação são exigidos por mais tempo. Três opções clássicas surgiram repetidamente:
- Correr ou trotar (jogging) - de um ritmo bem leve até uma corrida contínua moderada
- Natação - especialmente nadar em ritmo constante e tranquilo
- Dança - de Zumba a dança de salão e aulas de dança livre
Caminhada rápida, ciclismo e outras formas semelhantes de “cardio” também apareceram nos estudos e apresentaram efeitos comparáveis. O ponto central não foi tanto qual esporte, mas sim manter uma prática regular, de esforço leve a moderado, ao longo de um período prolongado.
Afinal, quão grandes são esses efeitos?
Em média, as pesquisadoras e os pesquisadores observaram uma melhora moderada dos sintomas depressivos e uma
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