Retorno da Força Aérea Argentina com o C-130H Hércules TC-64
Depois de concluir sua atuação no Exercício Cooperação XI, a Força Aérea Argentina encerrou o desdobramento no Brasil com o retorno ao país do Lockheed C-130H Hércules, matrícula TC-64. A aeronave, orgânica da I Brigada Aérea, foi responsável por transportar de volta o contingente argentino, que também levou um helicóptero Bell 412EP da VII Brigada Aérea. Com o término das atividades e a retirada dos meios nacionais, fecha-se a participação argentina em um ambiente operacional exigente, realizado em conjunto com forças aéreas de 14 países.
Exercício Cooperação XI em Campo Grande: escala, missões e metas
O exercício ocorreu na Base Aérea de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul (Brasil), e foi encerrado na sexta-feira, 27 deste mês. No período, estiveram reunidas em território brasileiro cerca de 18 aeronaves e mais de 1.200 efetivos. Ao longo de quase duas semanas, foram realizados aproximadamente 70 voos voltados à simulação de missões de combate a incêndios, busca e salvamento (SAR) e evacuação aeromédica (MEDEVAC), reforçando o evento como um dos principais programas multinacionais de cooperação para resposta a desastres nas Américas.
Durante a condução das operações, a prioridade foi aprimorar a coordenação do apoio mútuo entre os países participantes e refinar procedimentos de comando e controle (C2) diante de emergências complexas. Ao mesmo tempo, buscou-se aumentar a capacidade de resposta do país afetado frente a desastres naturais ou provocados pelo ser humano, a partir da integração efetiva de meios aéreos e de pessoal especializado.
A cerimônia de encerramento foi conduzida pelo Diretor do Exercício e Comandante da Base Aérea de Campo Grande da Força Aérea Brasileira, que ressaltou os avanços obtidos nos campos operacional e institucional. Em sua fala, destacou que o treinamento serviu não apenas para aperfeiçoar procedimentos e doutrinas, mas também para apontar oportunidades de melhoria e ampliar a cooperação internacional em cenários de crise.
As ações incluíram simulações complexas, com exigência de decisões rápidas e alto grau de coordenação multinacional. Nesse contexto, os participantes trabalharam em cenários realistas que foram de incêndios florestais a missões de resgate e evacuação, retratando desafios cada vez mais recorrentes na região. Essa abordagem contribuiu para elevar de forma significativa o nível de prontidão das forças envolvidas.
Aeronaves empregadas, controle do espaço aéreo e contribuições dos países
Para cumprir as missões, foram utilizados diferentes vetores da Força Aérea Brasileira, incluindo as aeronaves de transporte tático KC-390 Millennium e C-105 Amazonas (C-295), os helicópteros H-60 Black Hawk e H-36 Caracal, além dos aviões de ligação C-98 Caravan e veículos aéreos não tripulados RQ-900. O controle do tráfego aéreo teve papel central, demandando o emprego do Sistema de Apoio à Decisão para o Controle do Espaço Aéreo (DASA), que possibilitou coordenar as operações com informações em tempo real.
Entre os demais participantes, o Uruguai deslocou um KC-130H Hércules, um Embraer EMB-120 Brasilia e um helicóptero Bell 212. O Peru contribuiu com uma aeronave de transporte Leonardo C-27J, enquanto o Paraguai participou com um Cessna 208B Grand Caravan e um helicóptero UH-1H equipado com o sistema Bambi Bucket para combate a incêndios.
A presença argentina, composta pelo C-130H TC-64, pelo Bell 412EP e por um efetivo de 46 militares, seguiu as diretrizes do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA). Esse mecanismo segue se consolidando como base da interoperabilidade regional, incentivando a padronização de procedimentos e o fortalecimento da cooperação em emergências, em um cenário no qual a resposta conjunta se torna cada vez mais decisiva.
Créditos das imagens: Força Aérea Brasileira.
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