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Armada do Equador inicia desdobramento para a Southern Seas 2026 com o USS Nimitz (CVN-68)

Pessoas reunidas em porta-aviões com caças estacionados, em alto mar, sob céu claro.

Com foco na sua próxima participação na operação multinacional Southern Seas 2026, que contará com a presença do porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68), da Marinha dos Estados Unidos - em um deslocamento que pode estar entre os seus últimos -, a Armada do Equador iniciou o próprio desdobramento naval para ampliar capacidades operacionais e consolidar a interoperabilidade com forças da região.

Armada do Equador na Southern Seas 2026: início do desdobramento

Nesse cenário, a instituição equatoriana confirmou a saída ao mar das corvetas lançadoras de mísseis da classe Esmeraldas Manabí (CM-12) e Loja (CM-16), cujas tripulações deram início à chamada “Operação de Treinamento I”. Essa etapa preliminar reúne atividades voltadas a preparar os meios navais para a futura integração ao exercício internacional, elevando os níveis de prontidão, coordenação e resposta conjunta.

Exercícios de defesa e resposta a ameaças marítimas

Ao longo dessa fase inicial, os navios realizarão um ciclo intensivo de exercícios de defesa naval, além de manobras específicas direcionadas ao enfrentamento de ameaças no ambiente marítimo, como o narcotráfico, a pesca ilegal e outras atividades ilícitas. A proposta é consolidar a capacidade de reação diante de cenários complexos e reforçar a segurança nos espaços marítimos sob jurisdição equatoriana.

Southern Seas 2026: países participantes e atividades combinadas

A Southern Seas 2026, conduzida pela Quarta Frota dos Estados Unidos, prevê a participação de diversas marinhas da região, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai. Por meio de exercícios combinados do tipo PASSEX, bem como de intercâmbios entre especialistas, a iniciativa busca aprimorar a interoperabilidade e elevar o nível de preparação conjunta entre as forças participantes.

Dias atrás, o USS Nimitz (CVN-68) - operando em conjunto com o destróier USS Gridley (DDG-101) - deu início às suas atividades com exercícios bilaterais, como o realizado ao lado do navio ARM Benito Juárez (POLA 101), da Marinha do México, marcando o começo operacional da Southern Seas 2026 na região.

USS Nimitz (CVN-68): grupo de ataque e capacidades aeronaval

O grupo de ataque do porta-aviões é composto pelo Carrier Strike Group 11, pelo Destroyer Squadron 9 (DESRON 9) e pela ala aérea embarcada Carrier Air Wing 17, integrada por esquadrões que operam aeronaves F/A-18E/F Super Hornet, EA-18G Growler, C-2A Greyhound e helicópteros MH-60R/S Seahawk. Esse conjunto oferece capacidade abrangente para conduzir operações aeronavais de alta complexidade em cenários multidomínio.

Vale destacar que este desdobramento pode representar um dos últimos do histórico USS Nimitz (CVN-68), cuja data de retirada estava inicialmente prevista para 2026, embora sua vida operacional deva ser estendida ao menos até 2027. Ao mesmo tempo, a Southern Seas 2026 corresponde à 11ª edição desse tipo de exercício, com antecedentes recentes como o realizado em 2024 com o porta-aviões USS George Washington.

Créditos das imagens: Armada do Equador.-

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