Pular para o conteúdo

NASA confirma SLS e cápsula Orion prontas para a missão Artemis

Astronautas em trajes espaciais dentro de nave, observando Terra e Lua pela janela circular.

Depois de semanas de incerteza e até um retorno do SLS (Space Launch System) ao galpão, a NASA acabou de confirmar que o lançador e a cápsula estão prontos para voltar ao caminho da plataforma de lançamento.

Calendário do SLS no Kennedy Space Center

Chamar as últimas semanas do programa Artemis de “turbulentas” seria dizer pouco. Entre os vazamentos de hidrogénio do SLS durante o ensaio geral (Wet Dress Rehearsal) no início de fevereiro e, três semanas depois, a necessidade de regressar ao prédio de montagem do foguete por causa de uma interrupção no fluxo de hélio usado para pressurizar os tanques… os engenheiros da NASA sofreram muito neste início de 2026 e o lançamento acabou adiado mais de uma vez: segurança não é brincadeira, ainda mais numa missão tão simbólica.

Com os reparos indispensáveis concluídos, as equipas do programa finalmente receberam a autorização que aguardavam. Houve debates por vezes tensos para garantir que os mesmos erros não se repitam, mas a transferência do SLS para a plataforma 39B do Kennedy Space Center foi aprovada. Ela vai acontecer em pouco menos de uma semana, em 19 de março. Se os testes finais de abastecimento dos tanques correrem sem problemas, o quarteto de astronautas decolará já no dia 1º de abril. Tomara que, desta vez, a data lhes traga sorte.

Evitar o drama a qualquer custo: a Flight Readiness Review (FRR)

Antes de ver o SLS levantar voo, é obrigatório passar pelo “tribunal técnico” da NASA: a Flight Readiness Review (FRR). Trata-se do momento decisivo em que todos os engenheiros e especialistas responsáveis por supervisionar a missão precisam atestar, com evidências, que tudo - do menor parafuso ao enorme tanque central - está pronto para enfrentar a decolagem e o vácuo do espaço. A revisão terminou ontem, e tudo correu bem, levando a liderança do programa a autorizar a continuidade das operações.

No setor aeroespacial, a prioridade absoluta é controlar riscos, e não faz sentido expor astronautas a qualquer perigo, por menor que seja. Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, ao longo dos dez dias previstos para a viagem em torno do nosso satélite, dependerão totalmente da confiabilidade dos sistemas validados durante a FRR.

Durante a revisão da FRR, tivemos discussões extremamente aprofundadas - muito abertas e transparentes”, explicou Lori Glaze, administradora associada interina da agência norte-americana. “Analisámos os desafios que enfrentámos e como os superámos; também falámos sobre o trabalho que ainda falta, o que ainda precisa ser concluído e como vamos fazer tudo isso acontecer”, prosseguiu.

Missão Artemis: o que a tripulação vai testar na cápsula Orion

De facto, a nossa equipa de elite terá muito trabalho assim que estiver em órbita da Lua. A bordo da cápsula Orion, eles serão os primeiros a pilotá-la em condições reais para validar o seu comportamento; também precisarão confirmar que os sistemas de comunicação não apresentam falhas e que o escudo térmico vai aguentar quando ela fizer a reentrada atmosférica. É uma missão absolutamente vital para mostrar que o ser humano, com tecnologias hoje muito mais avançadas do que nas missões Apollo de 50 anos atrás, poderá voltar em grande estilo à Lua nas próximas etapas do programa. Encontro marcado (esperamos muito), em 1º de abril, no YouTube, para acompanhar a decolagem ao vivo!

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário